segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Educação Para Todos


A Educação Inclusiva é atualmente um dos maiores desafios do sistema educacional. Criados na década de 70, os pressupostos da Educação Inclusiva fundamentam vários programas e projetos da educação. 
O direito a educação é direito de toda criança, adolescente ou adulto, seja ele qual dificuldade tiver. E a constituição afirma isso, que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. E a educação inclusiva  parte dessa intenção, que cada um possa procurar a plenitude do seu existir, para participar ativamente na construção de sua vida pessoal, tendo uma existência feliz e de qualidade.
Esse tema hoje está cada vez mais atual e cada vez mais discutido nas escolas. E a discussão gira em torno de como ocorre essa inclusão nas escolas?
Primeiramente a escola deve estar adequada àquela criança, jovem ou adulto. Tendo profissionais adequados e espaços direcionados as determinadas deficiências. Essa escola deve também respeitar os limites do educando e desenvolver uma real integração social na comunidade em que vivem.
A inclusão implica também em uma mudança de paradigmas, de conceitos e costumes, que fogem as regras tradicionais, ainda fortemente calcados na linearidade do pensamento, no primado do racional e do ensino, na transferência dos conteúdos curriculares.
Ainda existe uma resistência por parte das escolas, em concretizar essa inclusão, suas desculpas variam entre não ter profissionais especializados, salas adequadas ou acessos dentro das escolas, exemplo para os cadeirantes, entre outras.
A inclusão é, portanto um conceito intrigante, que busca retirar as barreiras impostas pela exclusão em seu sentido mais global.
A educação é, portanto um direito de todos, e assegurá-lo é necessariamente, dar boas vindas a esse aluno, sem questionar suas possibilidade ou dificuldades.
 Respeitando-os, integrando-os ao cotidiano escolar, visando capacitar e melhorar a vida desse educando.


Referencia Bibliográfica:
WERNECK, Claudia. Sociedade inclusiva: quem cabe no seu todo? Rio de Janeiro: WVA, 1999.

sábado, 27 de outubro de 2012

A afetividade do professor e do aluno

Vivemos em constante relacionamento com o outro, laços são feitos e desfeitos, isso faz parte da vida do ser humano e também do animal. A afetividade está em qualquer tipo de relação, por isso, é necessário dar-lhe seu devido valor.
A afetividade docente não poderia ser posta de lado, pelo contrário, o professor tem um papel fundamental na vida do aluno, contribuindo positiva ou negativamente em seu processo de aprendizagem.
Sabe-se que ser professor é algo de inestimável valor, não é quantitativo, pois é uma das mais apaixonantes profissões e como tal, merece ser valorizada. O professor constrói juntamente com o aluno o conhecimento que este levará por toda a vida.
Muitos alunos espelham-se em seus professores e os têm na mais profunda admiração pelo papel que exercem em suas vidas, mas por outro lado, aquele professor que não faz questão de valorizar o aluno, a ele é direcionado um sentimento que muitas vezes causa dor, rejeição.
       Assim, é primordial que o professor atente-se e estimule o aluno com atitudes de afetividade, de diálogo, de cumplicidade, plantando uma semente para que o aluno, enquanto indivíduo ativo na sociedade seja colhedor de sua própria colheita.

A afetividade na escola

As instituições, como escola e família, fazem parte da vida do aluno podendo positiva ou negativamente contribuir para o seu sucesso ou insucesso. Cabe à escola, além de promover o cognitivo, considerar e valorizar a afetividade para assim propiciar a construção da personalidade do aluno.
Ensinar vai muito além do que transmitir conhecimento, papel este já modificado pelo professor, que tem a consciência de sua responsabilidade no processo de formação do aluno, além da importância de fazê-lo refletir sobre a vida em si.
A escola é um palco precioso e como não poderia ser diferente, deve ter uma equipe competente e consciente de seu papel, de suas responsabilidades, capazes de compreender e respeitar a diversidade e subjetividade de cada aluno.
A escola deve estar pronta para receber e conviver com os mais variados tipos de alunos, o aluno de ontem difere do de hoje, que é mais exigente no tratamento dispensado a ele.
Assim, a escola deve respeitá-lo e proporcionar-lhe uma base sólida para que possa crescer e construir significados, sentindo-se protegido.
A escola precisa ter cuidado para não criar um ambiente onde o aluno depare-se com situações de medo, fracasso e frustração, criando tensões emocionais que facilitarão as dificuldades de aprendizagem e o afastamento pessoal, fazendo com que o aluno crie uma barreira, muitas vezes, instransponível.
       Também é dever da escola acentuar a afetividade e não a repressão, ninguém aprende e cresce feliz sendo reprimido, humilhado e espera-se que num ambiente como a escola, ele possa crescer em harmonia e ter prazer e interesse em frequentá-la, pois o aluno precisa ser motivado, instigado, com interesse tudo flui melhor.

ESCOLA: um espaço de sucesso para um aprendizado significativo

Espera-se que o ambiente escolar seja propício ao diálogo, ao respeito mútuo, à construção do conhecimento e também à valorização da afetividade, proporcionando a todos os envolvidos no processo educativo, uma participação ativa, significativa e afetiva.
Os alunos, muitas vezes, passam mais tempo na escola do que em suas próprias casas ao lado de seus pais, outros apenas têm como um ambiente familiar à escola e o professor como alguém possível de dar-lhe atenção. Isso posto, a escola deve ser vista pelo aluno como um lugar acolhedor, lugar este em que estará rodeado de carinho, atenção, afeto e de pessoas que o orientarão acerca de seu futuro, ajudando-o na construção de seu conhecimento, de sua identidade.
O professor não é mais um mero transmissor de informações, aquele que erguia, mesmo que inconscientemente, um muro entre si e o aluno, sem nenhuma proximidade efetiva e afetiva.
Hoje o professor estabelece uma relação de troca, dialogando com o aluno a fim de saber de suas opiniões, ouvindo-o e considerando seus questionamentos. O professor reconheceu e compreendeu que trazer o aluno para mais próximo e ter com este uma relação humana, possibilita um aprendizado mais significativo ao aluno e um clima desfavorável à violência, insultos, evasão escolar e até mesmo a redução da retenção escolar.
A afetividade dentro do ambiente escolar contribui efetivamente em todo o processo de ensino-aprendizagem, fazendo com que o professor dê a vez e a voz ao aluno e este se sentindo parte importante deste processo educacional, produz mais, participa com mais prazer das atividades solicitadas pelos professores e tornando-se parte do todo.
Tudo aquilo que acontece na e com a escola influencia de alguma maneira na aprendizagem do aluno.
Uma escola palco de discussões, brigas, bullying, mal estruturada fisicamente e suja, faz com que este aprendizado deixe de existir positivamente, prejudicando a todos os envolvidos, professores, alunos, diretor, funcionários e a comunidade que também frequenta, pois esta não se sente à vontade e por vezes, até mesmo nem convidada o é, para participar dos eventos que ocorrem normalmente nas escolas, dificultando principalmente a proximidade e o afeto entre eles.
Quando existe vida feliz dentro da escola, produção efetiva, comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo, o aprender em comum a todos é beneficiado, facilitando a vida profissional, pois trabalhar num ambiente agradável é de interesse de qualquer pessoa e a vida escolar do aluno, pois este clima estende-se ao alunado também, beneficiando seu aprendizado.
Ao falar em escola, professor, aluno, afetividade, relações humanas, não há como excluir a participação da família dentro de todo o processo educacional, pois a família é parte interessante, sua contribuição positiva é fundamental para que o aluno não se sinta abandonado. Mas sabe-se que em muitos casos, a ausência familiar prejudica demasiadamente a vida do aluno, a família é tão importante quão à afetividade na vida do aluno.
Mesmo que a escola aceite como uma das responsabilidades a orientação do desenvolvimento emocional do aluno, não podemos esquecer a influência do lar desta criança. Porém, isso não significa que a escola nada pode fazer, pois muitas crianças não têm segurança no lar, e dependem da escola para conseguir construir sentido à vida e aliviar as tensões acumuladas em outras situações.
           A parceria entre família e escola deve ocorrer para o sucesso da aprendizagem do aluno. Sendo assim, ambas devem trabalhar juntas para cooperarem com a construção do conhecimento e da identidade do aluno.

A afetividade

A criança, logo após o nascimento, apresenta o que poderia ser considerado de comportamento emocional.
Segundo Mouly (1979), o recém-nascido (com menos de 8 dias) não pode exprimir suas emoções de maneira que as pessoas, desconhecendo a natureza do estímulo, possam distinguir as expressões de medo e dor e verificou que os adultos identificavam, com segurança maior que a casual, as emoções de crianças com 10 (dez) meses de idade, registradas em fotos.
Supõe-se que o recém-nascido ainda não tenha as emoções diferenciadas e que com o passar do tempo, após essa maturação, o emocional desenvolva para que as suas emoções sejam mais nítidas e é neste período que surge um interesse maior por parte da criança de querer participar mais ativamente da vida de seus pais e estes devem demonstrar o seu afeto e sua disponibilidade a fim de evitar conflitos afetivos e sérias consequências no emocional da criança.
Segundo Dourado (2010), Freud, em 1920, diz que uma pulsão é um impulso, inerente à vida orgânica, fazendo um paralelo com a teoria de Melanie Klein encontramos o que seriam a pressão de forças perturbadoras. Para esta psicanalista, o desenvolvimento psíquico ocorre por intermédio da elaboração de experiências emocionais desde o nascimento.
Segundo Dourado (2010), Ortiz et al. (2004) analisam as origens da vida social e emocional e os fatores que intervêm no estabelecimento de um laço afetivo seguro ou inseguro. Para eles, o vinculo emocional mais importante na primeira infância, é o apego que a criança estabelece com uma ou várias pessoas do sistema familiar. Três componentes básicos são distintos neste vínculo: a) conduta de apego (de proximidade e interação privilegiada com essas pessoas); b) representação mental (as crianças constroem uma ideia de como são essas pessoas, o que podem esperar delas) e c) sentimentos (de bem-estar com sua presença ou ansiedade por sua ausência). O objetivo do apego, que tem a função adaptativa para a criança inserida em seu contexto, é favorecer-lhe a sobrevivência, buscando a proximidade de seus cuidadores e de proporcionar-lhe segurança emocional, transmitindo-lhe aceitação incondicional, proteção e bem-estar.
A afetividade exerce uma grande influência sobre tudo aquilo que o indivíduo sente e faz. Ela pode definir o tipo de vida, suas relações com os outros e a relação que tem consigo próprio.

Fonte:
DOURADO, A. M. A afetividade na relação professor-aluno: A perspectiva de Henri Wallon, Aparecida de Goiânia, 2010
MOULY, George Joseph. Psicologia Educacional. São Paulo: Pioneira, 1979
OLIVEIRA, C. A. A afetividade na relação professor-aluno. São Paulo, 2011.
ORTIZ, M. J. et al. Desenvolvimento Socioafetivo na Primeira Infância. In: Coll, et al. Desenvolvimento Psicológico e Educação: Psicologia Evolutiva. 2. ed.             Porto Alegre: Artmed, 2004

A afetividade influencia na aprendizagem do aluno?


Escolhi falar da afetividade, tema este que aprecio e utilizado em meu artigo cientifico na pós-graduação, tendo em vista a sua grande influência no aprendizado do aluno e na sua relação com o professor.

A vida está repleta de momentos em que, individual ou coletivamente, o indivíduo apresenta comportamento emocional de diferentes graus de intensidade, mas independente do grau, as emoções estão presentes. Não vivemos sem emoção, a vida é cercada pela afetividade ou pela falta dela. Pela sua relevância em nossa vida, não poderíamos então, separá-la do aprendizado escolar, tornando-a indissociável do processo de ensino-aprendizagem. Sendo assim, o professor precisa aprender a valorizar a afetividade e reconhecer o quão importante e essencial o é em sua prática de ensino e desvalorizá-la pode vir a prejudicar a aprendizagem do aluno. A afeição é uma das necessidades psicológicas básicas do ser humano. Todavia, qualquer que seja a sua origem, sua importância é imensa. A criança depende da afeição de seus pais e o mesmo acontece com eles, o sentimento, a necessidade é recíproca e não poderia ser diferente na relação professor-aluno.

domingo, 21 de outubro de 2012

Novas colaboradoras. Sejam bem-vindas!


Compartilho com vocês a alegria da chegada de novas colaboradas em nosso blog.

Sejam muito bem-vindas!!

Daiana Falcão - pedagoga e professora de Língua Portuguesa da rede estadual de São Paulo/SP

Elisa Cristina Paz - pedagoga e psicopedagoga clínica e educacional da rede municipal de Mairiporã/SP

Síntia Regina Bonatti Reif - psicóloga - Rio do Sul/SC


Sempre com a certeza de que faremos o melhor possível em prol da Educação e do ser humano como um todo.